quinta-feira, 14 de julho de 2011

Recife vive dia de comoção após acidente com 16 mortos

Foto: Guga Matos/ JC Imagem

Onze homens e cinco mulheres, que em comum tinham apenas o destino de uma viagem, tornaram-se o centro das atenções nesta quarta-feira (13) após serem vítimas de uma das maiores tragédias aéreas do Estado. Do bimotor LET 41, fabricado pela empresa tcheca Let Aircraft, e de propriedade da empresa aérea NoAr, sobraram apenas destroços e as caixas-pretas. A aeronave fazia o voo 4896, com destino à cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte e com previsão de escala na capital potiguar, Natal.

Três minutos foi o tempo da última viagem de 16 pessoas que saíram do Aeroporto Internacional dos Guararapes - Gilberto Freyre às 6h51.
Para quem testemunhou a queda da aeronave num terreno na Avenida Boa Viagem, no Recife, no limite com Jaboatão dos Guararapes, ficou o susto. Já para quem não viu o acidente restaram a curiosidade e a espera por notícias, que não pararam de chegar dos meios de comunicação tradicionais e também das redes sociais.


A todo momento pessoas chegavam ao local do desastre para saber o motivo da intensa movimentação de autoridades e curiosos. Mesmo com a comoção e dor que inundaram o terreno descampado que foi palco da tragédia, houve aqueles que se mantiveram calmos diante da situação e aproveitaram para sacar uma câmera para fazer imagens que logo foram entregues às emissoras de TV ou postadas na internet.
 
Foto: Bobby Fabisak/ JC Imagem

  A rede mundial de computadores também serviu como um grande mural onde foram postadas mensagens em apoio às famílias das vítimas, além de fonte de pesquisa sobre notícias do que havia acontecido no litoral da capital pernambucana. No calor da tragédia, os familiares mal tiveram tempo para chorar a morte de um ente querido e foram direto ao Instito de Medicina Legal (IML) do Recife em busca de informações. Aos poucos os primeiros informes foram construindo uma triste lista de mortos.



Numa quarta-feira (13) tumultuada, as poucas certezas eram de que a empresa dona da aeronave havia cancelado as atividades aéreas do dia, que o governador do Estado, Eduardo Campos, havia decretado três dias de luto oficial e que o piloto do bimotor, Rivaldo Cardozo, havia sido um herói por evitar uma tragédia maior ao conseguir controlar a aeronave e fugir do choque com algum dos prédios que rodeiam o local do acidente.

Enquanto as certezas eram poucas, as especulações eram muitas. Antes de qualquer perícia, o irmão do copiloto Roberto Gonçalves chegou a afirmar que a causa do acidente havia sido provocado por problemas técnicos na aeronave, informação que a direção da companhia aérea disse desconhecer, já que o bimotor havia passado há poucos dias por revisões.

Foto: Guga Matos/ JC Imagem


As explicações defintivas só chegaram no final da tarde em uma coletiva de imprensa (foto acima) feita com representantes da NoAr e realizada no Mar Hotel, em Boa Viagem. A empresa foi solidária às famílias reafirmando que não medirá esforço nas investigações do acidente. Porém o inquérito só será divulgado em 30 dias.

Foto: Bobby Fabisak/ JC Imagem



Na espera pelos encaminhamentos do pós-acidente, os familiares das vítimas estão hospedados no Hotel Atlante Plaza, também em Boa Viagem. Já a NoAr informou que as atividades aéreas estão suspensas nesta quinta-feira (14). E quem passou pelo local do acidente na noite quarta pôde ver dois grandes holofotes iluminando os destroços da aeronave. A medida é necessária para proteger, e deixar visível, a área onde estão as únicas provas das quais devem ser extraídas as causas da tragédia.

Fonte: NE10

Nenhum comentário:

Postar um comentário